Idoso é preso por estuprar menina de 4 anos em abrigo para venezuelanos em Boa Vista
20/01/2026
(Foto: Reprodução) "Carpa", barracas onde os migrantes venezuelanos vivem nos abrigos da Operação Acolhida (imagem ilustrativa)
Samantha Rufino/g1 RR/Arquivo
Um idoso identificado como Felix Rafael Arias Garcia, de 70 anos, foi preso em flagrante nessa segunda-feira (20) por estuprar uma menina de 4 anos. O crime ocorreu no abrigo Rondon 5, da Operação Acolhida, para venezuelanos na zona Sul de Boa Vista.
De acordo com a Polícia Civil, a criança se perdeu momentaneamente durante o horário de distribuição de alimentação no local.
O g1 tenta contato com a defesa de Felix Rafael, mas não foi respondida até a ultima atualização desta reportagem.
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A mãe da criança pediu ajuda à equipe de proteção do abrigo que, após buscas, localizou a criança dormindo em um alojamento em que vivem três idosos -- incluindo Felix.
A criança recebeu acompanhamento psicológico e assistência especializada, com o apoio da equipe técnica da Operação Acolhida. Ela relatou ter sido tocada em suas partes íntimas pelo idoso, que foi encontrado no local em que ela dormia.
A menina foi encaminhada para exame de conjunção carnal no Instituto de Medicina Legal. Inicialmente o suspeito negou as acusações. Mas, durante seu interrogatório, manteve silêncio.
Felix foi encaminhado nesta terça-feira (20) para a audiência de custódia.
Por meio de nota, a Operação Acolhida manifestou o "mais profundo repúdio e indignação diante do gravíssimo caso de suspeita de estupro de vulnerável. Nossos pensamentos e solidariedade estão com a criança vítima e sua família neste momento de dor e fragilidade"
Afirmou que ao tomar conhecimento do ocorrido, a equipe do abrigo agiu "imediatamente, localizando a criança e prestando o suporte inicial necessário". Afirmou que acionou a polícia, o que resultou na prisão do idoso.
"A Operação Acolhida reafirma seu compromisso inabalável com a proteção e a dignidade humana de todos os acolhidos, em especial das crianças e dos adolescentes, que são nossa prioridade máxima. Atos de violência, especialmente contra os mais vulneráveis, são absolutamente intoleráveis e contrários a todos os princípios e valores que regem nossa missão humanitária", disse.
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